Área do cabeçalho
Portal da UFC Acesso a informação da UFC Ouvidoria Conteúdo disponível em: Português

Universidade Federal do Ceará
DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA

Área do conteúdo

Artigo – Pandemia do Coronavírus no Brasil: Impactos no Território Cearense

Data de publicação: 13 de abril de 2020. Categoria: Notícias

Artigo publicado pelos docentes José Borzacchiello da Silva e Alexsandra Maria Vieira Muniz do Departamento de Geografia da UFC acerca dos impactos socioeconômicos do coronavírus no território cearense.

Resumo

A pandemia provocada pelo novo Coronavírus colocou os territórios do mundo todo em alerta. Um complexo xadrez geopolítico insere esta pandemia no contexto de bruscas mudanças no cotidiano globalizado. Tendo como objetivo maior explicitar as consequências do Covid-19 no território brasileiro e em particular no Estado do Ceará, com ênfase em Fortaleza, sem perder de vista a intrínseca relação com o desenvolvimento do capitalismo e as desigualdades e contradições a este inerentes, realizou-se pesquisa bibliográfica e estatística com construção de mapas, gráficos e tabelas que permitiram a territorialização e evolução temporal comparativa. Dentre os resultados, tem-se que o Ceará é o terceiro Estado em número de casos. Isto deve-se não somente a intensificação destes, mas à rapidez da testagem, favorecendo a continuidade de implementação do plano Estadual estratégico. Na escala Estadual a concentração maior ocorre na capital, em bairros com maior IDH, onde residem pessoas de classe média e alta, sendo os demais casos na região metropolitana e interior do Estado com tendência para velocidade de difusão menos concentrada nos municípios do Estado. A Regional II que se sobressai na capital é marcada pela segregação social e espacial, aspecto emblemático da cidade de Fortaleza. Soma-se a isto, o fato do Coronavírus vir rapidamente se propagando para outros bairros da cidade, agravando ainda mais as precárias condições de moradia das periferias com desigual acesso às redes de abastecimento de água e esgotamento sanitário, atingindo notadamente os mais vulneráveis que são em maior número, o que é motivo de intensa preocupação, uma vez que o serviço de saúde não comportará tamanha demanda em curto espaço de tempo. O clima de pânico está instaurado e emerge a certeza que Fortaleza não será a mesma quando superada essa fase de expansão da contaminação. Conclui-se que o Coronavírus é mais que uma crise pandêmica, é também social, econômica, espacial, e, notadamente uma questão geopolítica, de luta de classes e aprofundamento do capitalismo em sua versão mais perversa.

Confira o texto na íntegra aqui.

 

Acessar Ir para o topo